segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PAISAGISMO

A idéia principal de Eduardo Luppi na elaboração do paisagismo desta residência era amenizar a altura do muro, mas sem deixá-lo totalmente encoberto por plantas altas, o que descartava a criação de cercas vivas. Os proprietários faziam absoluta questão de um jardim. Para isso, o paisagista selecionou espécies com florações em épocas alternadas. Como o espaço está num plano mais elevado do terreno, Eduardo Luppi inseriu no projeto uma cerca de alumínio pintado. Para quebrar a rigidez do metal, o paisagista usou azaléias-anãs vermelhas contornando a grade. Mas, para ter um jardim de sonhos o ano todo, os cuidados devem começar já: "Duas semanas antes do início da primavera, é hora de adubar e fazer a manutenção habitual de limpeza e poda para corrigir os estragos causados pelo inverno", ensina Luppi. 
Ixora (Ixoras chinensis)
Pode atingir até 4,5 metros de altura. Sua floração fica exuberante o ano inteiro, quando em condições ideais (solo úmido e muito sol).

Primavera (Bougainvillea glabra)
Fica muito bem no jardim quando podada em forma de arbusto. A única ressalva é que, depois da poda, sua floração seguinte fica menos abundante.

Azaléia (Rhododendron indicum)Oferece uma variedade enorme de cores, do branco aos diversos tons de rosa.

Rabo-de-gato (Acalypha hispida)
Floresce o ano inteiro desde que plantado sob sol pleno. Sua reprodução se dá por estaquia do caule no fim do inverno.

Paisagismo

Uma bela paisagem é capaz de despertar sensações boas com um único olhar. Morar em um lugar mais verde e em harmonia, certamente irá incrementar sua qualidade de vida.
Paisagismo
Falando em harmonia, não há nada que se compare ao equilíbrio alcançado pela natureza intocada. O nome paisagismo refere-se exatamente ao desafio de preservar este equilíbrio dentro das atuais possibilidades. O paisagismo é definido como "a comunhão do espaço vital com a vida orgânica".
Na atual conjectura, podemos usar esta arte para melhorar as condições do meio ambiente. Para isso é importante que o paisagista conheça as espécies nativas. É preciso ter em mente que não só as espécies vegetais são importantes neste cenário. As plantas estão ligadas aos animais em um relacionamento íntimo. Muitas vezes plantas e animais não conseguem viver separadamente em uma relação ecológica que chamamos de mutualismo.
O paisagismo é uma ciência relativamente nova e faz parte dos cursos de arquitetura, agronomia e até biologia. Um bom paisagista deve ter conhecimentos sobre botânica, ecologia, zoologia, substratos e até embasamento nas artes plásticas. Um grande projeto paisagístico (rodovias, represas e etc) envolve a participação de diversos especialistas: biólogos, agrônomos, arquitetos, engenharia florestal e outros.
Um dos principais objetivos do paisagista é tornar mais agradável a vida nas cidades de concreto. Para isso faz-se necessário um amplo conhecimento das espécies para que se saiba, por exemplo, quais são as mais belas plantas para aquelas condições climáticas, quais podem oferecer mais sombra, quais exalam um perfume mais agradável e muito mais.
O projeto paisagístico deve posicionar as plantas altas de modo que não obstruam a vista para as partes mais belas do terreno, como cachoeiras, lagos e outras formações naturais.
Paisagismo
Sempre que possível, valorize a vista para os elementos naturais.
Os biólogos e agrônomos podem se tornar grandes paisagistas pois conhecem bem a interação da flora com a fauna, bem como os melhores cuidados para os vegetais. Escolhendo a planta com base nesses conhecimentos, é possível desenvolver uma paisagem cheia de borboletas ou beija-flores. Podemos planejar locais que estejam sempre floridos e perfumados.
Paisagismo
Não é só as florações que são valorizadas. Muitas folhagens tem grande valor ornamental. E tem a vantagem de manter a beleza sempre presente, visto que algumas florações podem durar um único dia ou noite. O bamboo, por exemplo, é muito procurado devido a leveza de suas folhagens.
Paisagismo
As orquídeas são muito usadas em jardins verticais. Em geral se adaptam bem ao clima brasileiro. Mesmo assim, é bom saber o gênero correto ou mesmo a espécie para saber as condições adequadas para a planta.

sábado, 23 de outubro de 2010

paisagismmo

A história do paisagismo brasileiro, a partir de 1930, está ligada à obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. É um dos brasileiros mais consagrados no exterior em todos os tempos. Nascido em São Paulo em 1909, Roberto Burle Marx muda-se ainda menino para o Rio de Janeiro. Aos 19 anos, viaja para a Alemanha para se aperfeiçoar como desenhista.
E é lá que, casualmente, descobre a beleza das plantas tropicais, numa visita ao Jardim Botânico de Dahlen. De volta ao Brasil, Burle Marx começa a cultivar, colecionar e classificar plantas num jardim na encosta do morro, atrás de sua casa.
 
Seu primeiro trabalho como paisagista é feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, no início dos anos 30. Burle Marx projeta um jardim revolucionário, usando plantas tropicais e a estética da pintura abstrata.
 
O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu: predominam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras. A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. Mas a renovação nas artes e na arquitetura é uma tendência mundial e irresistível nos anos 30. Burle Marx torna-se adepto da escola alemã Bauhaus, com seu estilo humanista e integrador de todas as artes.
 
No Brasil, um grupo de jovens arquitetos, profundamente influenciados pela corrente francesa liderada por Le Corbusier, revoluciona a arquitetura. Entre eles, Oscar Niemayer e Lúcio Costa.
A moderna arquitetura brasileira usa novos materiais. Aço, vidro e concreto pedem um paisagismo renovador. A associação entre Burle Marx, Niemayer e Lúcio Costa não pára mais.
 
Apaixonado pela flora brasileira, realiza incontáveis viagens por todo o país à procura de plantas raras e exóticas. Pouco a pouco, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. A relação de Burle Marx com a natureza é quase religiosa. Sua reverência ao verde torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente.
 
Apaixonado pela flora brasileira, realiza incontáveis viagens por todo o país à procura de plantas raras e exóticas. Pouco a pouco, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. A relação de Burle Marx com a natureza é quase religiosa. Sua reverência ao verde torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente.
 
Roberto Burle Marx é um artista polivalente. Pintor, designer, arquiteto, paisagista, artista plástico, tapeceiro. Nas horas vagas canta música lírica para os amigos. Sua obra como artista plástico é amplamente reconhecida e premiada em mostras e salões internacionais. Pouco a pouco, o nome de Burle Marx paisagista ultrapassa as fronteiras do Brasil. Sua assinatura brilha em milhares de projetos espalhados pelos cinco continentes.
 
Sua grande paixão, contudo, sempre foi o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro. Nos mais belos cartões postais da cidade estão os jardins de Burle Marx. O Largo da Carioca... a orla do Leme... o calçadão de Copacabana... os jardins suspensos do Outeiro da Glória...e a menina dos olhos do artista: o Aterro do Flamengo.
 
Do trabalho conjunto com Oscar Niemayer e Lúcio Costa nascem o Parque da Pampulha, Minas Gerais, e os famosos jardins de Brasília. Entre suas obras mais expressivas estão os jardins do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
 
Em 61 anos de carreira, Burle Marx assina mais de dois mil projetos e recebe inúmeras honrarias. Mas a homenagem que mais o sensibiliza é ver seu nome designando uma espécie de plantas tropicais: "Burle Marxii".
 
Em 1972, Burle Marx muda-se para o sítio Santo Antônio da Bica, nos arredores do Rio de Janeiro. Dedica-se à pintura, coleciona obras de arte e cultiva, ao longo de mais de vinte anos, três mil e quinhentas espécies de plantas do mundo inteiro, criando um verdadeiro Éden Tropical.
 
Em 1985, doa a propriedade ao governo federal. Seu grande sonho é criar ali uma escola para jardineiros e botânicos, e abrir o sítio à visitação pública. Mas é somente após a sua morte, ocorrida em 1994, aos 82 anos de idade, que os seus últimos projetos florescem. Graças ao empenho de sua equipe, o sítio, agora batizado com o seu nome, recebe visitantes do Brasil e do mundo.
E ecologistas, paisagistas e jardineiros podem freqüentar cursos regulares, ministrados em meio às plantas que o próprio Roberto Burle Marx cultivou.

 
esde a pré-história o homem está intimamente ligado a natureza e seus elementos, sendo este fator preponderante para sua sobrevivência.

O homem primitivo usava elementos da natureza como gravetos, pedras para fazer armas, fogueiras e utensílios mas, observando os animais, viu que estes alimentavam-se de certos vegetais e, ao imitá-los, descobriram que certas plantas alimentavam, outras serviam para curar enfermidades e outras ainda, eram tóxicas provocando males.

Mais tarde, observou que o caroço dos frutos que comiam, quando jogados fora, depois de certo tempo germinava criando espécies iguais as que eles usavam. Aí então, começaram a selecionar e cultivarplantas.

Com o passar dos tempos o homem criou inúmeros fatores que o distanciaram da natureza, modificando significativamente sua qualidade de vida.

Com isso, o homem vem através dos tempos, desde o surgimento dos jardins da antigüidade, tentando resgatar o contato com a natureza e seus elementos.



Hoje, o Paisagismo surge como necessidade fundamental á existência do homem nos centros urbanos, servindo para atenuar problemas da vida moderna e proporcionar equilíbrio ao ecossistema criado, conseqüências advindas de suas interferências que geraram imensas áreas construídas, pavimentadas, industrializadas, etc.

O Paisagismo é a arte de planejar a paisagem, tentando reproduzir a paisagem natural proporcionando melhoria na qualidade de vida do homem e da sociedade.

O Paisagismo é aplicado a espaços externos e internos. Como exemplo de espaços, temos: terrenos urbanos residenciais, ruas, praças, parques, conjuntos habitacionais, estradas, áreas degradadas (represas, pedreiras, áreas de mineração, etc.).

Ao longo da história, os jardins passaram por uma complexa evolução até atingirem a concepção atual do espaço verde funcional.

Ao aliar conhecimentos científicos de botânica, variações climáticas, estilos arquitetônicos, agricultura, arte e vários outros fatores (equilíbrio de cores, formas, texturas, etc.) pretende-se resultar num projeto harmônico, utilizando-se de plantas adequadas a cada área, que além de ornamentais sejam compatíveis com o clima, solo e lugar onde será implantado o jardim. Por menor ou mais simples que seja um jardim bem elaborado valoriza a residência. 

Ainda há o entendimento que o paisagista só deve ser chamado na hora do plantio, não é isso o que deve ser feito. O paisagista elabora toda a parte externa da edificação, desenhando pisos, piscina, churrasqueira, fontes, pérgulas, escolhendo equipamentos, estabelecendo circulações e é claro, escolhendo espécies vegetais com: cores, texturas, perfumes, formas escultóricas.
Escolhe mobiliários, adornos, enfim tudo para satisfazer quem vai usufruir o espaço.

O jardim deve ser um lugar de contemplação, aconchegante, agradável esteticamente aonde às pessoas e a natureza convivam em harmonia.
A integração do Paisagismo com a arquitetura é fundamental também em um projeto, por isso o profissional de paisagismo deve trabalhar desde o princípio da obra em conjunto com o arquiteto.

Quando se elabora um jardim deve-se pensar nas expectativas e sonhos dos usuários e também nas necessidades de quem vai usar o espaço. Em obras públicas devemos ver qual será o uso do espaço, faixas etárias dos usuários, nunca se esquecendo dos portadores de necessidades especiais.

paisagismmo

A produção de mudas de plantas através de sementes é tarefa geralmente simples, mas que exige alguns cuidados básicos. Ela pode ser feita em bandejas, tubetes, vasos ou saquinhos próprios para mudas. Em casa é possível aproveitar embalagens de garrafas pet, caixas de leite, latas, potes, bandejas plásticas, caixas de ovos, etc, perfazendo uma infinidade de recipientes recicláveis. O tamanho do recipiente é importante e está diretamente relacionado com o tamanho esperado da muda na época de transplante. Mudas de árvores e arbustos se desenvolvem melhor em embalagens maiores, enquanto que plantas herbáceas, como flores anuais, temperos e hortaliças, ficam bem nos menores. Recipientes de mudas podem ser reutilizados, mas é imprescindível que sejam escrupulosamente lavados e esterilizados antes de cada uso, evitando assim a transmissão de doenças entre os lotes. Algumas sementes exigem semeadura diretamente no local definitivo, pois são muito sensíveis ao transplante, como as cenouras por exemplo. Neste caso, prepare bem os canteiros e dispense os recipientes.(...)


O paisagista é um profissional cada vez mais valorizado, diferentemente de alguns anos atrás, que era visto como jardineiro. Ele é responsável pelo estudo e planejamento dos espaços, pelo desenho do projeto (a mão livre ou no computador) e pelo gerenciamento da implantação e manutenção.
HISTÓRICO
 
Projeto de jardim - Egito 
 A origem da profissão de paisagista remonta as culturas antigas, da Pérsia e Egito à Grécia e Roma no tratamento de seus jardins. Durante a Idade Média o interesse pelo espaço exterior diminuiu, porém, com o Renascimento, foi revivido com esplendidos resultados na Itália e deu origem às vilas ornamentadas, jardins, e grandes praças exteriores.  

JARDIM CLÁSSICO FRANCÊS. 
Posteriormente este movimento chegou à França, originando o estilo clássico francês, com a construção de grandes jardins de palácios como o de Versailles, no século XVII, projetados por André Le Notre, onde a simetria e poda das plantas era bastante rígida.


 O JARDIM INGLÊS
No século XVIII, paisagistas ingleses, como Lancelot "Capability" Brown, apresentam o conceito de jardim com formas mais orgânicas e naturais, consolidando o estilo de jardim inglês, que era naturalista.
OS GRANDES PARQUES URBANOS - CENTRAL PARKNa América do Norte, um dos primeiros paisagistas de destaque foi Frederick Law Olmsted, que construiu o Central Park em Nova York com Calvert Vaux no final da década de 1850.
 

  BURLE MARX
No Brasil, o paisagista de maior destaque foi Roberto Burle Marx, que nasceu em SP em 1909, mudou-se para o RJ ainda menino e aos 19 anos foi estudar na Alemanha, onde iniciou contato com a escola alemã Bauhaus. De volta ao Brasil, estudou Artes Plásticas e iniciou seus trabalhos de paisagismo com os arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, tornando-se mundialmente conhecido.

 ATÉ DÉCADA DE 80 - Poucos paisagistas no Brasil
A
té a década de 80, o paisagista era pouco valorizado no Brasil, tendo atuação apenas em grandes espaços e obras públicas. Em prédios e residências predominava o profissional jardineiro, sem muito conhecimento estético e técnico, pois as crianças brincavam nas ruas e não havia necessidade de grandes áreas de lazer dentro dos prédios. Mas mudanças sociais ocorreram e acabaram beneficiando o paisagismo.
Quem está na faixa dos 40 anos sente bem estas mudanças. Na década de 70, os muros eram baixos e as crianças brincavam na rua, não havia tantos carros e tanta violência, além disso a maioria das mães era dona de casa.
 
 
A
CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS E GRANDES EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS COM GRANDES ÁREAS DE LAZER, VALORIZARAM O PAISAGISTA.
Com a necessidade de projetar áreas de lazer cada vez maiores e mais bonitas, houve uma procura muito grande por profissionais mais qualificados que o jardineiro, valorizando a profissão de paisagista. Atualmente as atividades de jardineiro e paisagista já não se confundem mais, cada um é responsável por determinadas etapas do paisagismo, que são: projeto, implantação e manutenção. O paisagista é responsável principalmente pela elaboração do projeto e pelo planejamento e gerenciamento da implantação e manutenção. Já o jardineiro é responsável direto pela implantação e manutenção, coordenando o trabalho de outros auxiliares no preparo de solo, plantio, poda, controle de pragas e doenças, corte de grama.